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Escritórios de alto padrão de São Paulo atingem maior ocupação em 14 anos – Folha de São Paulo

Seis transações acima de 5.000 m² foram registradas no primeiro trimestre de 2026 Região da avenida Rebouças registra zero vacância em escritórios já construídos

Escritórios de alto padrão de São Paulo atingem maior ocupação em 14 anos – Folha de São Paulo

Por Luana Franzão e Maria Veloso

A taxa de vacância isto é, o percentual de espaços vazios- dos escritórios de alto padrão em São Paulo registrou o menor patamar em 14 anos no primeiro trimestre de 2026, aos 13,4%.

No período, foram seis transações acima dos 5.000 metros quadrados.

Levantamento da JLL (Jones Lang LaSalle Incorporated), americana de serviços imobiliários, aponta que três regiões da cidade registraram absorção líquida acima de 15 mil metros quadrados: Barra Funda e os arredores das avenidas Juscelino Kubitschek e Chucri Zaidan.

A região da avenida Rebouças é um dos destaques, com zero vacância nos escritórios já construídos. Outras regiões com ocupação quase total são Centro, Paulista e Moema.

Contudo, na localização denominada "Marginal Sul", que compreende bairros como Santo Amaro e Socorro, mais da metade dos espaços corporativos estão desocupados (68,2%). Na Chácara Santo Antônio, segunda região mais desocupada dentre as pesquisadas, a vacância é de 32,3%.

A absorção líquida é um indicador do mercado imobiliário que mede a variação real na ocupação de espaços de escritório em um determinado período. Ela é calculada a partir da diferença entre a quantidade novas locações e de saídas e desocupações.

Segundo a companhia autora da pesquisa, o volume de oferta de estoque no mercado cresceu 36% desde 2019. Nesse mesmo período, a vacância caiu de 15,1% para os atuais 13,4%.

Retorno aos escritórios

Yara Matsuyama, diretora de locações da JLL, afirma que havia expectativa de crescimento para o segmento antes da pandemia, mas a necessidade de isolamento social e a adoção do home office atrasaram os resultados. Hoje, no entanto, os números são maiores do que os projetados no primeiro momento.

A exigência do retorno ao regime presencial por parte das empresas aparece como tendência no mercado de trabalho. Alguns casos, como Nubank e Itaú, servem de "case" para o padrão. O aumento da ocupação de espaços corporativos é um colateral esperado pelo segmento.

Dentre os principais negócios do segmento no primeiro trimestre está a devolução de um espaço de 8,1 mil metros quadrados pelo Banco Master no edifício Birmann 32, conjunto corporativo na Faria Lima famoso pela escultura de baleia na fachada espelhada. No mesmo edifício, a Shopee passou a ocupar 9,1 metros quadrados.

Conteúdo publicado originalmente por Folha de São Paulo e reproduzido pela ABECIP para fins informativos.

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