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Em Manhattan, boom de escritórios para AI atrai Brookfield – Metro Quadrado

A Brookfield está negociando a compra de uma fatia de um portfólio de 13 edifícios corporativos em Hudson Square, uma região no oeste de Manhattan que tem se consolidado como um novo polo de empresas tech em Nova York.

Em Manhattan, boom de escritórios para AI atrai Brookfield – Metro Quadrado

Por Larissa Vitória

A gigante canadense mantém conversas para adquirir uma fatia de 10% do complexo, batizado de Hudson Square Properties, segundo informações publicadas inicialmente pelo The Wall Street Journal e confirmadas pelo Metro Quadrado com fontes do mercado.

O portfólio está avaliado em US$ 3,5 bilhões no deal, que deve ser fechado nos próximos meses, e pertence a uma joint venture formada pelo fundo soberano da Noruega, pela Hines e por uma paróquia da Igreja Anglicana, a Trinity Church Wall Street.

A Brookfield vai assumir a operação dos ativos após a conclusão do negócio e passará a gerenciar cerca de 5,8 milhões de metros quadrados. Os prédios já têm entre seus locatários representantes do setor de tecnologia como PayPal, Notion e Squarespace.

A demanda da região de Hudson Square se aqueceu ainda mais nos últimos anos graças ao boom das empresas de inteligência artificial, que tem impulsionado o mercado corporativo de Manhattan como um todo.

O Google, por exemplo, abriu uma sede de 120 mil m² no bairro em 2024. A Anthropic, que quer dobrar seu quadro de funcionários em NYC até o final do ano, também alugou, na semana passada, os 16 andares de um edifício na região.

Com isso, a oferta de escritórios caiu 3% na comparação com o segundo trimestre do ano passado e o preço subiu quase 20%, para US$ 87 por pé quadrado, ainda segundo o WSJ.

A Trinity Church é dona do Hudson Square Properties desde 1705, quando os EUA ainda eram uma colônia da Inglaterra e a Rainha Anne doou permanentemente cerca de 215 acres de terra à paróquia.

A área serviu inicialmente como residência para os colonos até se tornar um distrito industrial no início do século XX. A indústria gráfica ocupou a região desde o início dos anos 1920 até os anos 80.

Com a saída das indústrias, chegaram os artistas atraídos pelos grandes lofts vazios que, mais tarde, foram convertidos em escritórios para as empresas de mídia e tech entre os anos 90 e 2000.

Conteúdo publicado originalmente por Metro Quadrado e reproduzido pela ABECIP para fins informativos.

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