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Seguro residencial arrecada R$ 1,73 bi no 1º trimestre de 2026, alta de 10,5%, segundo dados da Susep - Portas

Seguro residencial cresce 10,5% no início de 2026, impulsionado por serviços domésticos e eventos climáticos extremos no país.

Seguro residencial arrecada R$ 1,73 bi no 1º trimestre de 2026, alta de 10,5%, segundo dados da Susep - Portas

Por Clayton Freitas

O mercado de seguro residencial registrou crescimento de 10,5% no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo os dados mais recentes da Susep (Superintendência de Seguros Privados). O segmento arrecadou R$ 1,73 bilhão em prêmios entre janeiro e março, o maior volume já registrado para o período na série histórica do órgão regulador.

O resultado reforça uma tendência de expansão consistente. De 2022 a 2025, o mercado de seguro residencial avançou 49,22%, passando de R$ 4,48 bilhões para R$ 6,66 bilhões em prêmios emitidos no ano. O ritmo de crescimento se manteve acima de dois dígitos em três dos últimos quatro anos.

Para especialistas do setor, o crescimento reflete uma mudança no comportamento do consumidor brasileiro.

Dados da Brasilseg, empresa da BB Seguros, apontam que quase 65% dos acionamentos do seguro residencial estão ligados a imprevistos domésticos e manutenção, e não a grandes sinistros como incêndios ou roubos. Serviços de chaveiro, encanador, eletricista e conserto de eletrodomésticos figuram entre os mais utilizados pelos segurados.

O crescimento dos eventos climáticos extremos também impulsiona a demanda. “Em estados como São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, o aumento das indenizações esteve diretamente associado a temporais, granizo e chuvas intensas”, afirma Magda Truvilhano, vice-presidente da comissão de riscos patrimoniais massificados da FenSeg.

Apesar da expansão, o mercado ainda tem espaço relevante para crescer. Segundo a Mapfre, apenas cerca de 17% das residências brasileiras possuem seguro residencial atualmente. Dados da FenSeg mostram que o índice de residências seguradas passou de 13,6% para 17% em quatro anos, crescimento considerado gradual pelo setor.

Conteúdo publicado originalmente por Portas e reproduzido pela ABECIP para fins informativos.

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