Índice ajudará políticas públicas
Na terça-feira, dia 22, a Abecip reuniu representantes do mercado financeiro para lançar, em parceria com o Instituto Brasileiro de Economia da FGV o IGMI-R, Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial.
“O novo indicador tem tudo para se tornar ferramenta de uso diário se incorporadores, construtores, agentes do financiamento habitacional, prestadores de serviços imobiliários, proprietários e mutuários”, afirmou Gilberto Duarte de Abreu Filho. “E ainda das autoridades, a começar do Ministério da Fazenda e do Banco Central, ajudando a formular políticas para a habitação e para o mercado imobiliário.”
Otávio Damaso, diretor de regulação do Banco Central, salientou que o índice de preços é um dos indicadores mais importantes do setor imobiliário, pois é referência para o governo para a definição de políticas públicas. “Não tenho dúvidas de que no novo ciclo de crédito o financiamento imobiliário será um dos principais componentes”, destacou.
O índice foi construído a partir de dados fornecidos pelas instituições associadas da Abecip, que compõem uma base de 1,5 milhão de laudos relativos às transações imobiliárias realizadas nos últimos três anos no Brasil, com maior incidência em nove capitais. “O IGMI-C, lançado em 2011, preencheu a lacuna com relação à rentabilidade de imóveis comerciais, mas faltava um indicador sob medida para residências”, disse Paulo Picchetti, professor do IBRE e coordenador do índice.
O índice é calculado com uma amostra mensal iniciada em janeiro de 2014 e atualizada mensalmente. A base de dados reúne informações sobre imóveis em mais de 4 mil municípios do Brasil. Além do indicador para âmbito nacional, também é feito o cálculo separadamente para as nove capitais com maior densidade de informações como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Goiânia.
"Ao longo do tempo, novos municípios serão gradativamente integrados ao índice, assim como outros detalhamentos, como diferentes regiões dos principais municípios e por tipos de imóveis", disse Picchetti.
Ele explicou ainda que o preço dos imóveis é calculado a partir de 62 variáveis e atributos como tamanho, número de quartos, suítes, banheiros, idade, acabamento, conservação, vagas, infraestrutura urbana, estrutura de serviços, topografia do terreno. No caso de apartamentos, acrescentou, é considerado o conjunto de benfeitorias do condomínio.
Os convidados ainda puderam assistir a uma palestra do economista da FGV, Samuel Pessôa, que abordou o cenário econômico brasileiro.



