IGMI-R ABECIPMês a mês

IGMI-R NOVEMBRO 2025

Brasil e outras 10 capitaisAbrir ou baixar o arquivo em PDF

Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial

(IGMI-R)

O IGMI-R avançou 1,15% em novembro, desacelerando frente aos 2,52% de outubro. No acumulado em 12 meses, a alta passou de 16,76% para 17,14%, reforçando a continuidade do processo de valorização dos imóveis residenciais no país.

A leitura regional do IGMI-R indica que nove das dez capitais desaceleraram entre outubro e novembro. A única exceção foi Goiânia no Centro-Oeste, que apresentou aceleração.

No Sudeste, observaram-se as menores variações em comparação às demais regiões. No Rio de Janeiro, a taxa passou de 2,15% para 0,29%. Em Belo Horizonte, recuou de 2,14% para 0,56%. Em São Paulo, também houve desaceleração, com a variação caindo de 2,41% para 1,11%.

No Nordeste, a desaceleração foi generalizada: Recife de 3,43% para 2,19%, Salvador de 3,05% para 2,00% e Fortaleza de 1,07% para 1,01%.

As capitais do Sul seguiram o mesmo movimento de desaceleração: Porto Alegre de 2,81% para 1,49% e Curitiba de 2,46% para 2,13%.

No Centro-Oeste, Goiânia foi a única capital a acelerar, de 0,70% para 1,13%, enquanto Brasília acompanhou a tendência nacional, registrando forte recuo de 4,73% para 0,89%.

Até novembro de 2025, o IGMI-R nacional acumula alta de 16,87% no ano, a maior variação para esse período desde 2016. O resultado aponta para um mercado imobiliário residencial aquecido e reforça a trajetória de recuperação observada nos últimos anos. 

Entre as capitais, Brasília se destacou: o acumulado passou de 5,29% em 2024 para 23,44% em 2025, alcançando o maior patamar da série histórica. Goiânia, por sua vez, registrou a menor variação de 10,90%, e apresentou desaceleração em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando o índice foi de 14,84%.

No conjunto das cidades acompanhadas, o desempenho de janeiro a novembro de 2025 confirma o dinamismo dos preços residenciais: em sete das dez capitais analisadas, as altas superaram as observadas no mesmo período de 2024.

Em 12 meses, o IGMI-R mantém aceleração bem acima do INCC, ampliando o hiato entre a valorização dos imóveis residenciais, com variação de 17,14% e os custos de construção de 6,24%. Enquanto o INCC segue em patamar moderado e relativamente estável, refletindo a dinâmica mais contida de insumos e mão de obra, o IGMI-R reforça o quadro de reaquecimento do mercado imobiliário, sustentado por uma demanda resiliente.

Essa divergência sugere que a valorização recente dos imóveis não decorre apenas do custo de obra, mas também de fatores estruturais de oferta e demanda, como estoques reduzidos, avanço da renda e a recomposição gradual da confiança de famílias e investidores.

A variação em 12 meses revela movimentos distintos e, ao mesmo tempo, complementares entre o IGMI-R e o IVAR. O IGMI-R, que captura a valorização dos imóveis residenciais no mercado de compra e venda, segue acelerando e chegou a 17,14% em novembro de 2025, sinalizando ganhos patrimoniais relevantes e um mercado ainda aquecido. Já o IVAR, que acompanha a evolução dos contratos de locação, registra reajustes mais moderados, com alta de 6,92% em 12 meses, sugerindo aumentos de aluguel ainda contidos e relativamente compatíveis com a renda das famílias.

Essa diferença reforça a leitura de um mercado imobiliário em fase de maturação: os preços dos ativos avançam em ritmo superior ao dos aluguéis, refletindo restrições de oferta e demanda firme nas principais capitais.

Em novembro de 2025, o IGMI-R acumulou alta de 17,14% em 12 meses, mais que o dobro do IPCA, que registrou no mesmo período 4,46%. Esse descompasso evidencia que os preços dos imóveis seguem uma dinâmica própria, menos aderente à variação da cesta de consumo das famílias.

A manutenção desse diferencial reflete a rigidez da oferta, o efeito ainda presente do encarecimento de insumos da construção e uma demanda resiliente em segmentos específicos e em regiões metropolitanas. Nesse contexto, o imóvel segue se consolidando como ativo de preservação de valor em períodos de incerteza, mantendo apelo tanto para famílias quanto para investidores.

Na leitura em 12 meses, INCC e IVAR não necessariamente caminham juntos. O INCC mede os custos de construção, captando a variação de materiais, equipamentos e mão de obra, enquanto o IVAR acompanha os preços de locação, mais diretamente determinados pela renda das famílias e pelo equilíbrio entre oferta e demanda no mercado de imóveis.

Em novembro de 2025, o INCC acumula alta de 6,24%, ao passo que o IVAR avança 6,92%. Assim, mesmo quando os custos de obra desaceleram, o mercado de aluguel pode manter reajustes positivos, movimento compatível com oferta restrita em algumas regiões, demanda persistente e o realinhamento gradual dos contratos após o pico inflacionário de 2022.

Leia também

Mais em Mês a mês
Preços dos imóveis residenciais ficaram mais caros nos últimos 12 meses (Viva)
Notícias

Preços dos imóveis residenciais ficaram mais caros nos últimos 12 meses (Viva)

26 de dez de 2025 · 1 min
Preços dos imóveis avançam 17,14% em 12 meses no país, segundo IGMI-R Abecip - Sonho do Primeiro Imóvel
Notícias

Preços dos imóveis avançam 17,14% em 12 meses no país, segundo IGMI-R Abecip - Sonho do Primeiro Imóvel

02 de jan de 2026 · 4 min
IGMI-R ABECIP -  NOVEMBRO 2018
Mês a mês

IGMI-R ABECIP - NOVEMBRO 2018

18 de dez de 2018 · 1 min
IGMI-R ABECIP -  NOVEMBRO 2017
Mês a mês

IGMI-R ABECIP - NOVEMBRO 2017

06 de dez de 2018 · 2 min