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IGMI-R JANEIRO 2026

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Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial
(IGMI-R)

O IGMI-R apresentou alta 1,27% em janeiro, desacelerando em relação aos 1,52% registrados em dezembro. Mesmo assim, a taxa acumulada em 12 meses avançou de 18,64% para 19,67%, sinalizando a continuidade da valorização dos imóveis residenciais no país. 

A leitura regional do IGMI-R em janeiro aponta para um movimento de desaceleração relativamente disseminado. Em seis das dez capitais pesquisadas, as variações foram menos intensas do que as registradas em dezembro, sinalizando perda de fôlego na valorização mensal dos imóveis em boa parte do país.

As principais exceções ficaram concentradas em poucos mercados. São Paulo apresentou aceleração, passando de 1,61% para 1,99%, enquanto Recife registrou um avanço ainda mais expressivo, de 1,89% para 3,84%. Já Curitiba e Brasília caminharam na direção oposta, com desacelerações relevantes: em Curitiba, a variação recuou de 2,20% para 1,03%, e em Brasília passou de 2,97% para 1,68%.

No Sudeste, o comportamento foi heterogêneo, mas com predominância de desaceleração. No Rio de Janeiro, a taxa praticamente zerou, ao cair de 0,41% para 0,02%, enquanto em Belo Horizonte a variação perdeu força, passando de 0,64% para 0,33%.

No Nordeste, o padrão foi semelhante ao observado no Sudeste. Fortaleza registrou reversão mais intensa, saindo de 2,10% para -0,17%, e Salvador também desacelerou de forma significativa, de 2,74% para 0,90%. Em conjunto, os resultados reforçam a leitura de que, apesar de ainda haver focos de aquecimento pontual, o mercado imobiliário começa a mostrar sinais mais claros de acomodação em diversas capitais.

No Sul, o comportamento das capitais foi divergente. Enquanto Curitiba perdeu fôlego, com a variação recuando de 2,20% para 1,03%, Porto Alegre seguiu na direção oposta e acelerou o ritmo de valorização, ao passar de uma taxa negativa de -0,19% para 1,90%.

No Centro-Oeste, o principal destaque foi Brasília, onde a variação desacelerou de forma relevante, de 2,97% para 1,68%. Goiânia, por sua vez, manteve um desempenho estável, repetindo a taxa observada em dezembro e permanecendo com alta de 0,84%.

Em janeiro de 2026, o IGMI-R nacional registrou alta de 1,27%, a maior variação para esse mês desde 2016. O resultado confirma um mercado imobiliário residencial claramente aquecido e reforça a trajetória de recuperação que vem se consolidando ao longo dos últimos anos.

No recorte regional, Recife se destacou com valorização de 3,84%, o maior resultado de toda a série histórica. No extremo oposto, Fortaleza apresentou a menor variação do período, com queda de 0,17%, a segunda maior retração já observada para o mês, inferior apenas ao recuo registrado em janeiro de 2016, de 0,30%.

De forma mais ampla, o desempenho de janeiro evidencia um avanço consistente dos preços residenciais. Em oito das dez capitais acompanhadas, as taxas superaram as observadas no mesmo período de 2025, indicando uma valorização mais disseminada e persistente do mercado imobiliário urbano.

Na comparação em 12 meses, o IGMI-R continua avançando a um ritmo bem mais forte que o INCC, ampliando a distância entre os preços dos imóveis residenciais e os custos de construção. Enquanto o valor dos imóveis já acumula alta de 19,67%, os custos da obra sobem em ritmo bem mais contido, de 6,01%.

Esse comportamento mostra que o INCC segue em um patamar mais estável, refletindo uma dinâmica ainda controlada dos preços de insumos e da mão de obra. Já o IGMI-R sinaliza um mercado imobiliário que permanece aquecido, sustentado por uma demanda mais firme das famílias e investidores, mesmo em um ambiente econômico ainda desafiador.

O descompasso entre os dois indicadores deixa claro que a recente valorização dos imóveis não pode ser explicada apenas pelo custo de construir. Ela está muito mais associada a fatores estruturais de oferta e demanda, como estoques ainda reduzidos em algumas praças e alguns bairros mais consolidados e da confiança de famílias e investidores no mercado imobiliário.

A leitura em 12 meses mostra movimentos distintos — mas que se complementam — entre o IGMI-R e o IVAR. O IGMI-R, que capta a valorização dos imóveis residenciais no mercado de compra e venda, mantém uma trajetória de aceleração e chegou a 19,67% em janeiro de 2026. Esse resultado aponta para ganhos patrimoniais relevantes e confirma que o mercado segue aquecido, especialmente nos grandes centros urbanos.

Em contraste, o IVAR, que reflete a dinâmica dos contratos de locação, apresenta um comportamento bem mais moderado. A alta de 5,62% em 12 meses indica reajustes de aluguel mais contidos, em geral mais alinhados à evolução da renda das famílias e às condições do mercado de trabalho.

Esse descolamento reforça a leitura de um mercado imobiliário em fase de maturação. Enquanto os preços dos imóveis avançam em ritmo mais intenso, pressionados por restrições de oferta e demanda ainda firme, os aluguéis ajustam-se de forma mais gradual, respeitando os limites de pagamento dos locatários e evitando movimentos bruscos.

Em janeiro de 2026, o IGMI-R acumulou alta de 19,67% em 12 meses, um ritmo muito superior ao da inflação ao consumidor medida pelo IPCA, que ficou em 4,44% no mesmo período. Esse afastamento evidencia que os preços dos imóveis seguem uma dinâmica própria, pouco conectada à evolução da cesta de consumo das famílias.

A manutenção desse diferencial reflete, de um lado, a oferta ainda rígida e os efeitos persistentes do encarecimento dos insumos da construção. De outro, aponta para uma demanda que continua firme em segmentos específicos do mercado imobiliário e nas principais regiões metropolitanas. Nesse contexto, o imóvel segue se consolidando como um ativo de preservação de valor em períodos de incerteza, mantendo seu apelo tanto para famílias quanto para investidores.

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