IGMI-R JANEIRO 2025
Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R)
O Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) registrou alta de 0,40% em janeiro, acelerando em relação à alta de 0,23% observada em dezembro. No entanto, desacelerou na avaliação da taxa interanual, apresentando variação de 12,73% em dezembro para 11,88% em janeiro.
Fonte: Elaboração FGV IBRE com dados da ABECIP
Em janeiro, o IGMI-R apresentou aceleração em cinco das dez cidades analisadas. Entre as regiões do país, apenas no Nordeste nenhuma cidade registrou aceleração do índice. Nas demais regiões, ao menos uma cidade mostrou avanço em relação a dezembro. No Sudeste, duas cidades tiveram crescimento superior ao do mês anterior. No Sul, Curitiba e Porto Alegre registraram aceleração, enquanto no Centro-Oeste, Goiânia viu sua taxa subir de 0,06% para 0,13%.
IGMI-R
Evolução da taxa de variação (%) no mês de janeiro desde 2016

A variação do IGMI-R em janeiro foi a menor desde o mesmo mês de 2019. Em comparação a 2024, observou-se um recuo na taxa em diversas cidades que compõem o índice, abrangendo todas as grandes regiões do país. Esse movimento indica uma desaceleração generalizada, registrada em oito das dez cidades analisadas.
A relação entre o Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) é evidente no gráfico, sugerindo que o INCC pode funcionar como um indicador antecedente para os movimentos do IGMI-R, embora com alguma defasagem temporal. No entanto, enquanto o INCC continua em aceleração, o IGMI-R mostra um ritmo de desaceleração.
IGMI-R x INCC
Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

O gráfico abaixo mostra que os preços dos aluguéis, medidos pelo Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR), continuam em desaceleração, com a variação interanual média recuando de 8,63% para 7,99%. Essa mesma tendência foi observada no Índice Geral do Mercado Imobiliário Residencial (IGMI-R), cuja taxa de variação caiu de 12,73% para 11,88%.
IGMI-R x IVAR
Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

Esses números contrastam significativamente com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que ainda se mantém distante dos índices do mercado imobiliário, com uma taxa interanual de 4,56% até janeiro de 2025.
IGMI-R x IPCA
Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

Em contraste, as desacelerações do IGMI-R e do Índice de Variação dos Aluguéis Residenciais (IVAR), no acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), registrou nova aceleração em sua taxa interanual, que subiu de 6,34% em dezembro para 7,14% em janeiro.
INCC x IVAR
Evolução da taxa de variação acumulada em 12 meses

A desaceleração da taxa interanual do IGMI-R em janeiro de 2025 reflete um ritmo mais moderado no mercado imobiliário residencial. Esse movimento reforça o papel do índice como um termômetro essencial para acompanhar as tendências do setor, capturando tanto as variações regionais quanto sua interação com outros indicadores econômicos, como o INCC e o IVAR.
Apesar da desaceleração na taxa interanual, o mercado imobiliário segue aquecido em algumas cidades, como Belo Horizonte, Salvador e Curitiba, que registraram variações acumuladas expressivas. Esse comportamento sugere que fatores locais e conjunturais continuam impulsionando o setor em determinadas regiões. Além disso, a relação entre o IGMI-R e o INCC indica que o custo da construção segue como um fator determinante para a evolução dos preços, ainda que com a defasagem característica entre os índices.
Por fim, ao lado de outros indicadores, como o IPCA e o IVAR, o IGMI-R contribui para uma visão abrangente do mercado imobiliário, evidenciando tanto os desafios quanto as oportunidades do segmento no Brasil.


